Homilias
Homilia 128 Epifania A visita dos Reis Magos
Homilia 128 (JÁ PUBLICADO em JANEIRO DE 2024)
Epifania – A visita dos Reis Magos
É uma história encantadora ligada ao Natal. É de grande beleza e valor e sabedoria. Três homens vêm de longe a procura da Gruta de Belém para ver o menino recém-nascido e guiados por uma estrela.
Este menino que nasceu num lugar escondido de uma pequena cidade sem importância não se limita a uma pequena geografia, gruta, Belém, Palestina, Oriente, mas se projeta no mundo inteiro como a luz do sol.
Epifania.
A visita dos Reis Magos.
Onde Mateus, o Evangelista, colheu este material, esta passagem na Bíblia para incluí-la no tempo do Natal, não o sabemos. O que sabemos é que Mateus escreveu isto e chegou até nós e mostra o homem a procura de Deus.
Três homens vêm de muito longe para ver Jesus. Eles são chamados Reis. São chamados também de Magos.
Mago era sinônimo de sábio, de pesquisador, cientista, astrônomo, matemático, filósofo, físico, etc.
Eles queriam encontrar o próprio Deus ainda que em forma de uma criança divina. Eles deveriam conhecer as Escrituras Sagradas e o anúncio dos Profetas.
Para tomar esta grande decisão só poderiam ser muito sábios.
Sábio não é aquele que sabe tudo porque ninguém sabe tudo. Sábio é aquele que quer compreender o sentido último da vida. Sábio é aquele que quer aprender sempre mais e crescer. E eles queriam crescer.
Como sábios, pesquisadores, cientistas e astrônomos; eles viram uma estrela diferente no firmamento. Ver estrelas não significa muita coisa. Mas é preciso olhar para cima. Quem olha só para baixo não vê estrelas.
E muita gente só olha para baixo.
Na sua lida de cientistas eles não viram apenas uma estrela, mas, eles viram para além daquela estrela. Eles viram através da estrela um sinal no céu. Eles viram uma mensagem, um recado que muita gente não viu.
Herodes não viu. Pilatos não viu. Anás, Caifás e tantos Sumos Sacerdotes não viram, mesmo os moradores de Belém. Multidões não viram, ou não quiseram ver e não verão jamais, não porque não tivessem olhos, mas porque não tinham alma, não tinham coração para ver e nem ouvidos para ouvir. Aqueles três reis não eram escravos das coisas materiais.
Por isto deixaram seu Palácio, suas riquezas, todos os seus bens e entenderam que a sabedoria maior da vida vinha do alto e tudo o que eles possuíam não eram tudo, mas, alguma coisa apenas, e que o mais fundamental só seria encontrado fora do Palácio, se eles tivessem a coragem de sair do seu Palácio, enfrentar o deserto, a caminhada de mais de 400 km.
Assim eles encontraram a estrela – Maria, José, a Gruta, o menino, os pastores e eles se tornaram uma espécie de estrela de primeira grandeza para todos os homens de boa vontade.
A salvação eterna vem da Gruta de Belém.