Homilias
Homilia 113 Pesca Milagrosa
Homilia 113
Pesca Milagrosa
Não há ninguém no mundo que não entenda um pouco de pescaria. É dos entretenimentos mais fascinantes. É uma aventura sem previsão. Quem vai pescar acredita sempre que vai ser bem-sucedido. O pescador é um homem de fé – alimenta a esperança, a certeza que vai pegar um peixe bom. Já imagina o pescado na mesa, a família toda se alimentando.
Sei também de muitas pessoas que ficaram a noite inteira no mar, a beira do rio, debaixo de chuva, com frio, mosquitada, desconforto e não pegou absolutamente nada. Sei também de gente daqui de Piraquara que foi mais de 1000 Km para pescar e pegou muito pouca coisa dizendo que se fosse somar a despesa, o quilo de peixe custaria mais de 100 Reais o quilo. Sei de gente que foi pescar e morreu afogado. Sei de gente que foi pescar e foi picado de cobra. Sei de gente que foi pescar e não voltou nunca mais. Sei de gente que foi pescar e pescou tanto peixe que até enjoou de pescar. A uns 40 anos atrás tinha tanto peixe que a gente escolhia o que levava. A água era limpa – o peixe também.
Hoje a água de rios, de lagos, do mar é suja, poluída, está mais para esgoto do que para fonte cristalina. Poucas nascentes ainda estão limpas. O peixe acabou.
O Evangelho de domingo nos fala de uma pescaria muito especial.
Envolve amigos prediletos de Jesus Cristo. E envolve o Cristo também. Em princípio foi uma pescaria malsucedida.
Pleno mar da Galileia. Muito trabalho. Muito esforço humano. Correnteza de esforço, ondas, chateação, canseira, fome, etc.
E eles não pescaram nada a noite inteira e o dia amanheceu.
Desapontados recolhiam os apetrechos de pesca e voltariam para casa de mãos vazias.
Um estranho na margem aparentando fome queria peixes.
Este personagem estranho muda a história.
Pergunta: “Tendes alguma coisa para comer”?
Eles respondem: “Não”.
Que entendia este homem de pescaria para dar palpite – “Lançai a rede a direita da barca e achareis. ” Eles já tinham lançado a rede em todas as direções e centenas de vezes. Não custaria jogar mais uma vez. Assim fizeram. A surpresa: tanto peixe. Tanto peixe que não tinham nem forças para erguer a rede. Eles se questionam: quem é este homem solitário? E O reconhecem. É o Senhor. A grande surpresa na praia: havia fogo, peixe assado e pão e felicidade do encontro.
Conclusão: sem Deus o barco é vazio, a noite escura, o mar sem peixe, a rede inútil e a vida sem rumo, sem destino.
O Cristo Ressuscitado muda a história.