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Homilias

Homilia 102 e 102.1 Quinta e Sexta Feira Santa

Homilia 102

Quinta e Sexta-Feira Santa

Ontem véspera da morte do Cristo.

Última ceia – o lava pés.

Um novo Mandamento – “Amai-vos uns aos outros”.

Tudo isto se passa nas vizinhanças de Jerusalém.

Getsemani – gruta rochosa aos pés do Monte das Oliveiras. Terminada a ceia Jesus se encaminha para um determinado local do Jardim das Oliveiras. Ali o Cristo sente todo o drama do sofrimento, da agonia, angústia, tristeza, da solidão...

Chega a exclamar – “Pai, afasta de mim este cálice mas não se faça a minha vontade mas a tua”.

Como homem o Cristo não estava livre de todo este drama humano.

Sua prisão

Jesus ainda estava rezando quando Judas chegou com uma grande turba de pessoas e soldados romanos armados com espadas, lanças, vindos da parte dos principais sacerdotes – anciãos do povo – do Sinédrio e autoridades para prender Jesus trazendo tochas acesas porque era escuro.

Jesus foi levado primeiro à casa de Anás – era Presidente de Honra do Sinédrio.

Anás fez um interrogatório a Jesus sobre sua doutrina, seus discípulos, levantes, razões, testemunhos contra Jesus.

Depois foi levado a Caifaz, Sumo Sacerdote, chefe do Sinédrio. Autoridade máxima, representante máximo junto ao Governo Romano.

“És tu o Messias, o Filho de Deus”?

“Eu Sou”.

Caifaz rasgou as próprias vestes considerando Jesus um blasfemo, um réu de morte. Até agora eram autoridades judaicas e o processo religioso.

Agora Jesus está diante da autoridade romana. Pilatos – processo político.

Dentro do processo religioso Jesus foi condenado à morte.

Mas era necessário a condenação pelos Procuradores Romanos.

Herodes – Governador da Galileia julgou que fosse um louco – alucinado

Vestido com um manto branco.

- Jesus voltou a Pilatos

Prisioneiro

Flagelado.

De novo diante de Pilatos

Homilia 102.1

Quinta-feira Santa

Entrou acompanhado de discípulos não com um contingente de soldados armados provando que Seu Reino não era deste mundo.

Muitos esperavam que o Cristo fosse um libertador político capaz de vencer os inimigos e provavelmente ficaram decepcionados: Na verdade haviam grupos extremistas que sonhavam em derrotar os romanos. Por causa disto aconteceu a destruição total de Jerusalém no ano 70 D.C. pelas Legiões Romanas e não ficou pedra sobre pedra como disse o Cristo.

Jesus sempre foi um líder religioso e não político ou terreno embora as profecias messiânicas uma libertação total da opressão e ocupação feita pelos inimigos. O povo na verdade nunca entendeu perfeitamente a pregação do Cristo. Nem os próprios discípulos de tal forma que eles perguntam ao Cristo. “É agora que vais estabelecer o Reino de Israel”?

Os que acreditavam plenamente no Messias porque O tivessem ouvido pregar ou visto fazendo estupendos milagres O saudavam com aclamações, ornamentavam o caminho com as próprias vestes ou com ramos de oliveiras e flores. Esta saudação era comum aos grandes homens. Era um tributo de honra.

Multidões reconhecem e proclamam ser Ele o Messias e gritavam “Hosana ao Filho de Davi. Bendito o que vem em nome do Senhor. Hosana no mais alto dos céus”.

A passagem de Jesus alvoroçou a cidade inteira – Jerusalém inteira se agitou como se tivesse sido sacudida por um terremoto. O cortejo de Jesus despertou inquietação das massas populares e das pessoas mais simples – das mais altas autoridades – dos fariseus - do Sinédrio etc.

Este entusiasmo era perigoso porque contagiante como uma febre, como um incêndio.

Jesus se transformava num grande líder, uma espécie de super-homem. Seus milagres como a ressurreição de Lázaro bem ali perto e há poucos dias mostrava que Ele era mais poderoso que o Imperador Cesar Augusto e mais que Pilatos, que Herodes, que Anás e Caifaz, que o próprio Sinédrio. Jesus se tornou um perturbador da ordem pública – sua fama crescia mais e mais. A cidade inteira se perguntava: “Quem é este homem”? E mais as multidões respondiam; “Este é o Profeta Jesus de Nazaré, da Galileia”. A partir de então foi que Ele deveria ser morto. E foi por este que é o último domingo antes de Sua morte. O Domingo de Ramos.