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Homilias

Homilia 102.1 Domingo de Ramos

PUBLICADO EM ABRIL DE 2023

Domingo de Ramos

Frei Rui Guido Depiné o.f.m.

Entrou acompanhado de discípulos. Não com um contingente de soldados armados, provando que Seu Reino não era deste mundo.

Muitos esperavam que o Cristo fosse um libertador político capaz de vencer os inimigos e provavelmente ficaram decepcionados. Na verdade haviam grupos extremistas que sonhavam em derrotar os romanos. Por causa disto aconteceu a destruição total de Jerusalém no ano 70 D.C. pelas Legiões Romanas e não ficou pedra sobre pedra, como disse o Cristo.

Jesus sempre foi um líder religioso e não político ou terreno, embora as profecias messiânicas acreditavam em uma libertação total da opressão e ocupação feita pelos inimigos. O povo, na verdade, nunca entendeu perfeitamente a pregação do Cristo. Nem os próprios discípulos de tal forma que eles perguntam ao Cristo. “É agora que vais estabelecer o Reino de Israel”?

Os que acreditavam plenamente no Messias porque O tivessem ouvido pregar ou visto fazendo estupendos milagres, O saudavam com aclamações, ornamentavam o caminho com as próprias vestes ou com ramos de oliveiras e flores. Esta saudação era comum aos grandes homens. Era um tributo de honra.

Multidões reconhecem e proclamam ser Ele o Messias e gritavam “Hosana ao Filho de Davi. Bendito o que vem em nome do Senhor. Hosana no mais alto dos céus”.

A passagem de Jesus alvoroçou a cidade inteira – Jerusalém inteira se agitou como se tivesse sido sacudida por um terremoto. O cortejo de Jesus despertou inquietação das massas populares: das pessoas mais simples, das mais altas autoridades, dos fariseus, do Sinédrio etc.

Este entusiasmo era perigoso porque contagiante como uma febre, como um incêndio.

Jesus se transformava num grande líder, uma espécie de super-homem. Seus milagres, como a ressurreição de Lázaro bem ali perto e há poucos dias, mostrava que Ele era mais poderoso que o Imperador Cesar Augusto e mais que Pilatos, que Herodes, que Anás e Caifaz, que o próprio Sinédrio. Jesus se tornou um perturbador da ordem pública. Sua fama crescia mais e mais. A cidade inteira se perguntava: “Quem é este homem”? E mais as multidões respondiam: “Este é o Profeta Jesus de Nazaré, da Galileia”.

A partir de então decidiram que Ele deveria ser morto.

E foi por este, que é o último domingo antes de Sua morte. O Domingo de Ramos.

Ramos na Capela São Roque

Sua bênção, Frei Rui!