Memórias
Histórias do Frei Rui O Frei Rui sempre a frente
Histórias do Frei Rui
O Frei Rui sempre a frente
Eu conheci o Frei Rui quando era criança. Ia ao São Roque de vez em quando, com meu irmão e minha tia. O Frei Rui era muito atencioso, brincava com a gente, dava algum doce. As Irmãs também eram muito bacanas e nós gostávamos muito de irmos lá.
Na adolescência e juventude, fui poucas vezes. Mas sempre gostava de ir.
Depois de me formar na Faculdade, houve uma grande mudança na minha vida e resolvi migrar para a França. E quis ir até ao São Roque contar para ele, pedir uma bênção, pois não sabia quando ia voltar ao Brasil.
Quando chegamos lá e eu contei que ia sair do País e o Frei Rui falou:
- “Ah, verdade! Você está indo para a França, não é?”.
Eu fiquei impressionada porque ninguém havia contado nada para ele. E perguntamos como ele estava sabendo. E o Frei Rui respondeu:
- “Ué, eu sempre soube que um dia você iria morar na França.”
Fiquei muito surpresa! Foi uma experiência surreal. Eu mesma nunca tinha pensado ou planejado migrar para a França. E tampouco tinha falado com o Frei Rui sobre isso.
Acho que ele era muito especial e cheio de dons que não conhecíamos.
Neste dia, também conversamos sobre o meu poeta preferido: o Paulo Leminsk. E o Frei Rui contou que quando o Paulo Leminski estava quase falecendo, ele foi chamado para dar a unção dos enfermos. E o Paulo Leminski falou para o Frei: “Um dia esta vida será o depois desta vida.” Eu fiquei muito emocionada.
Frei Rui tinha muitos amigos e muitos talentos. Na sua humildade, ele não expunha, mas acho que era um gênio e guardo sempre sua bondade e sua amizade no meu coração.
Merci! Votre bénediction, Frère Rui!
Anita, na França.
Paulo Leminski: “Um dia esta vida será o depois desta vida”.
Merci! Votre bénediction, Frère Rui!