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Escritos do Frei Rui

Ev 14 11 2021 Juizo

Domingo, 14 de novembro de 2021.

No Evangelho de hoje, São Marcos (13,24-32), relata as falas de Jesus sobre uma grande tribulação e, após a mesma, o triunfo do Cristo com grande poder e glória.

Nesta bela e forte homilia, o Frei Rui disserta sobre o Juízo Final. E nos adverte que um dia todos deveremos prestar contas de nossa vida para Deus. Todos seremos julgados pelas nossas ações.

“Ó luz do Senhor, que vem sobre a terra, inunda meu ser, permanece em nós”.

Sua bênção, Frei Rui!

Juízo Final

Frei Rui Depiné o.f.m.

Neste Evangelho de hoje o Cristo adverte que algo acontecerá, um dia acontecerá a este mundo.

Este mundo que hoje está escriturado nas mãos de alguns e cujos bens materiais foram desviados de suas finalidades para fins secundários.

No Evangelho de hoje o Cristo nos fala que todos os viventes deste mundo – todos sem exceção – um dia deverão fazer a prestação de contas de sua vida. O que vive, onde vive, quando morre, onde morre.

Muita gente acha que isto não é a verdade.

Muita gente acha que isto não deve ser levado a sério.

Muita gente acha que o que acontece na eternidade deve ser resolvido lá e não agora.

Cada um de nós temos o direito de pensarmos o que quisermos, inclusive a verdade.

O Cristo nos fala do juízo final, de um julgamento onde todos estarão presentes e mostrarão a sua vida, a sua caminhada neste mundo.

A preparação para este julgamento é bem simples. Simples separação. Direita e esquerda.

Como faziam os pastores da Palestina que nas noites frias de inverno separavam as ovelhas dos cabritos. Os cabritos eram colocados em lugares mais quentes.

Este tribunal será composto de um único juiz – Deus, na pessoa do Cristo.

Para pôr alguém a direita ou a esquerda Ele se baseia na religião judaica – onde as obras de misericórdia ocupavam o 1º. lugar.

O Cristo cobra o peso do seu julgamento sobre o homem concreto em suas necessidades vitais: fome, sede, peregrino, sem roupa, doente, preso, etc.

O juiz se identifica não com os instalados deste mundo mas com os necessitados.

Justos e condenados se admiram de sua sorte, do seu destino, da sua sentença final. E o Cristo responde: “Em verdade vos digo, sempre que fizeste isto a um dos seus irmãos foi a mim que o fizestes. ”