Homilias
Caderno 26 Homilia 2 A Parábola dos Talentos
Caderno 26
Homilia 2
A Parábola dos Talentos
Frei Rui Guido Depiné o.f.m.
O Evangelho nos apresenta a figura de um patrão.
Ele vai se ausentar temporariamente.
Vai para longe – para o estrangeiro.
Chama três empregados e confia a eles a administração de seus bens.
- A um dá 5 talentos – moedas de ouro.
- A outro dá 2 talentos.
- Ao terceiro dá 1 talento.
A parábola nos mostra duas atitudes contrárias por parte dos empregados.
A primeira é de responsabilidade, esforço, competência, capacidade, interesse.
Há uma consciência de dever e de honestidade por parte dos primeiros dois.
Eles fazem o que podem.
Empenharam a palavra e cumpriram.
Não importa se o patrão está longe ou se está perto. Se ele voltar ou deixar de voltar.
Os talentos não foram dados para serem jogados fora ou enterrados, foram confiados para que eles pudessem se multiplicar.
E eles fizeram isto.
A segunda atitude é de indiferença, desinteresse, descompromisso, apatia, de irresponsabilidade. Por isto nada produziu.
O patrão volta.
Os primeiros dois foram exaltados.
O terceiro foi condenado.
Transparece a ideia de um céu e de um inferno. Céu e inferno existem.
Jogue fora a sua vida, saúde, bens. Viva sem religião, sem Deus, sem princípios, sem sentido – e você terá criado um inferno para si e para os outros.
Dizem que o inferno é a verdade descoberta tarde demais.
É um tema candente hoje – a corrupção, fraude, mentira, a hipocrisia, o roubo que se verifica no Congresso Nacional.
Tanta humilhação, vergonha, vexame, desespero, medo, pavor destes envolvidos é espécie de inferno para si e para os outros também. Inferno existe. Céu também.
A parábola nos diz que devemos empenhar nossa vida na construção da vida, só dali advirá o Reino de Deus que esperamos.