Homilias
Caderno 24 Homilia 2 Povo de Deus e Profeta Malaquias
Caderno 24 Homilia 2
O Povo de Deus e o Profeta Malaquias
Frei Rui Guido Depiné o.f.m.
Como já há três mil anos atrás, o povo de Deus alimentava o sonho, a esperança de uma vida livre, isenta, preservada de tantos males deste mundo.
Este povo se alimentava da luz e da sabedoria bíblica dos antepassados.
Creditavam eles que o mal um dia seria vencido. A força do bem seria mais forte. Haveria de se impor mesmo porque o mal não provinha de Deus mas do mundo.
Este povo alimentava uma felicidade permanente – não instável, provisória, sempre passageira. Mas a realidade era sempre diferente. O mal se repetia. Os esquemas, as forças da iniquidade voltavam sempre de novo. As injustiças se repetiam, a opressão continuava. Os mais fortes tomavam conta de tudo, dominavam sempre o mais fraco.
Daí a grande tentação por parte de muitos fiéis de abandonar tudo – e tirar o nome de Javé da vida, riscar seu nome do livro da vida.
“Vamos fazer como a vida dos pagãos injustos, pois os que sempre praticam as injustiças prosperam, são felizes, tentam a Deus e ficam impunes.”
Isto é ainda mais grave quando dá a impressão que Javé nem toma conhecimento destas coisas. Ele parece um Deus morto. Não se interessa por nada.
Malaquias acredita que a tolerância, a paciência de Javé, chegou ao fim. Ele compara Javé a um fogo devorador. Os malfeitores serão queimados como palha.
Apesar de tantas preocupações e ocupações diárias e distrações diárias do nosso mundo moderno, é preciso ter tempo e se preparar para a vinda do Senhor.