Homilias
Caderno 19 Homilia 38 Natal
Caderno 19
Homilia 38
Natal
Músicas de Natal, mensagens de Natal, cartões de Natal, presentes de Natal, presépios, pinheirinhos, velas de Natal, pisca-piscas coloridos de Natal, tanta coisa que tem um certo sentido de Natal – mas tudo isto é vida morta, vida artificial – se Deus não estiver presente no meio destes símbolos; porque são arranjos que depois são encaixotados, guardados ou talvez até jogados fora.
O verdadeiro Natal não passa, não acaba, não se esgota, ele é fonte perene de vida.
Nenhuma religião tem um Deus tão perto do seu povo como a nossa.
A partir do Natal, Deus não é mais um deus estranho, longínquo, abstrato. Deus não é mais um conceito feito de palavras e pensamentos, mas é um Deus presente, visível.
Ele se deixa ver, tocar, questionar. Ele vive numa família, numa casa, que aprende, cresce, que frequenta a Sinagoga, o Templo de Jerusalém, que trabalha para a família, que reúne um grupo de amigos, que prega o Reino de Deus, que faz milagres estupendos, que não é compreendido pelos grandes do mundo, mas que arrasta multidões em torno de si, que tem um amor especial pelas crianças, uma predileção pelos humildes, mas ama a todos indistintamente:
pequenos e grandes
pobres ou ricos
justos ou pecadores
bons ou maus
Depois de só ter feito o bem, apregoar a bondade, foi injustamente preso, condenado e crucificado – mas ressuscitou provando ser sua doutrina mais forte do que a sabedoria do mundo.