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Homilias

Caderno 19 Homilia 33 Cristo Rei

Caderno 19

Homilia 33

Cristo Rei

O povo judeu ficou desapontado, decepcionado – em sua expectativa de imaginar que o Cristo seria um personagem poderoso, forte, dominador, invencível, capaz de libertar o povo do julgo romano.

Contrariando toda esta mensagem de um Messias político, nasce o Cristo muito pobre – numa gruta – numa estrebaria – sem nome – sem glória – sem recursos – sem a fama dos soberanos deste mundo.

No entanto, é ali no deserto, no anonimato que começa o seu reinado diferente de todos os reinos terrestres e temporais.

A libertação política de Israel não acontece, e o Cristo é rejeitado, o povo decepcionado e rebela e exclama: “Não queremos que ele reine sobre nós”.

Esta sentença dita a 2000 anos atrás continua sendo proferida hoje por multidões.

E o homem, cada vez mais desnorteado, em vão tenta construir sua casa e vai tornando o mundo cada vez mais insuportável, inabitável, desordenado.

Disse um sábio: “Construir a sociedade sobre falsos valores humanos é o mesmo que tentar construir um prédio sobre nuvens. ”

Em vão tentam os homens governar os povos quando as leis humanas são incompatíveis com as leis divinas.

Nunca o mundo foi tão infeliz quanto hoje.

O milagre da técnica e do progresso deveriam ter mudado a condição humana, de cada um e de todos. Deveria haver um mínimo de bem-estar para todos – uma casa – saúde – emprego – alimento – terra – educação.

Dali se compreende que o Reino do Cristo não é um reino deste mundo – não tem semelhança nenhuma.

Não valeria a pena morrer numa cruz para defender um reino destes. O reino da corrupção, da indiferença, da futilidade, da hipocrisia, da mesquinharia.

O Reino de Cristo é sinônimo de vida humana – de justiça – de fraternidade – de paz – convivência fraterna.