Homilias
Caderno 19 Homilia 29 Sexta-Feira Santa
Publicado em 03/04/2026
Caderno 19
Homilia 29
Sexta Feira Santa
3 horas da tarde.
Último dia de vida de Jesus Cristo neste mundo, na Palestina, Nazaré, Galileia, Cafarnaum, no meio do seu povo, junto de seus amigos e seguidores.
Nenhum ser humano jamais amou tanto este mundo como Ele. Amou os seus até o fim. Até o último suspiro na Cruz. Até a morte.
Sua via terrena se constitui no que há de mais elevado, grandioso, sagrado nesta terra.
Suas palavras, seus gestos, sua obra, sua doutrina são lembradas e seguidas por multidões
Sua prisão, seu julgamento, seu processo, sua sentença, sua condenação, sua crucificação foi, é e será sempre a maior injustiça, o maior engano, a maior farsa de toda história da humanidade, de todos os tempos e lugares.
Blaise Pascal diz: “Este Cristo na cruz será um eterno tormento enquanto o homem não lhe devolver sua inocência. ”
Sua Ressurreição deixa o mundo pagão - do pecado, da descrença, da incredulidade, da insanidade - confuso e perplexo. Ele, apesar de morto, não foi aniquilado. Ele não desapareceu. Não foi sepultado para sempre. Ele continua mais presente agora que antes.
E se transformou numa fonte universal de certezas e esperanças e presença humana. Muito mais do que isto, de promessas bíblicas que foram cumpridas no seu próprio corpo.
Este acontecimento que estamos celebrando nesta hora.
Hoje era o dia da morte do Cordeiro Pascal entre o povo judeu, para comemorar amanhã (sábado) a Páscoa Judaica, a libertação das mãos dos Faraós – da escravidão do Egito. Cristo se deixa matar neste mesmo dia. Ele substitui o cordeiro. Ele mesmo é comparado a um cordeiro que se deixa levar ao matadouro sem balir – sem abrir a boca.
Nenhum ser humano jamais ofereceu um ideal de vida tão elevado e profundo como Jesus Cristo – suas lições, seus ensinamentos, são inesgotáveis.