Homilias
Caderno 12 Homilia 17 Pentecostes
Caderno 12
Homilia 17
Pentecostes
Neste domingo a Igreja nos apresenta a Festa de Pentecostes. 50 dias depois da ressureição o Espírito Santo se manifesta visivelmente – fisicamente não em forma de ser humano, de pessoa, mas sob o fenômeno de vento impetuoso – de línguas de fogo.
O ambiente da Igreja primitiva composta de apóstolos, Nossa Senhora, por discípulos e muitos seguidores é um ambiente de medo, um ambiente de desconfiança, um ambiente de desânimo e incertezas.
O Cristo que desencadeou esta situação agora desaparece, se ausenta deste mundo. Os apóstolos que são a cabeça da Igreja, ficam sozinhos, desamparados e entregues à própria sorte.
Neste domingo os discípulos estão numa sala, a portas fechadas por medos dos judeus.
Eles tinham uma certa base para terem medo. Eles tinham visto o que acontecera com o Cristo – Eles sabiam que Pilatos era capaz de tudo. Eles sabiam que Herodes era um sanguinário. Eles sabiam que multidões tudo fizeram para matar o Nazareno.
Ter medo da vida e da morte é algo natural do ser humano.
Mas depois deste domingo – quando o Cristo lhes aparece e lhes diz “Recebei o Espírito Santo”, eles se tornam homens livres de tudo – corajosos – destemidos – desafiadores – de uma fé inquebrantável – abrem as portas – fazem pregações em praças públicas – enfrentam as maiores autoridades tanto da Judeia como de Roma, enfrentam a fome, a perseguição, o castigo, os açoites, a prisão – e a própria morte – eles se tornam quase deuses.
O Espírito Santo lhes confere o poder bíblico – evangélico de serem os substitutos, os continuadores do próprio Cristo.