Homilias
Caderno 1 Homilia 2 1o. Domingo da Páscoa
Caderno 1
Homilia 2
1º. Domingo da Páscoa
É o domingo de Páscoa a noite. Os discípulos estão reunidos – estão juntos em alguma casa lá em Jerusalém.
Eles estão apavorados, sentem medo. As portas estão trancadas. É alguma segurança.
Eles depois de conviver com o próprio Cristo ao longo de 3 anos – compartilhar com ele a própria vida desertaram – o abandonaram – no momento mais duro – mais difícil que foi na Sexta Feira Santa.
Lembrando, um deles o traiu – o vendeu por 30 moedas – outro o negou – afirmando desconhecê-lo.
Os demais sumiram e o deixaram entregue à própria sorte.
Agora é domingo de Páscoa ao anoitecer.
Eles se reúnem para conversar, meditar, ponderar todos estes acontecimentos que tem como personagem central o Mestre e como palco de todos estes fatos – Jerusalém envolvendo autoridades públicas e religiosas.
Devem ter muito presente o último encontro, as recomendações e seu gesto humilde de lava-pés da última quinta-feira.
Devem lembrar sua prisão e o julgamento, os insultos, os maus tratos.
Deve passar pela sua cabeça Herodes, Pilatos, Amós, Caifás, homens prepotentes habituados a matar e assassinar; e a multidão gritando – crucifica-o.
Depois sua condenação sem chance de provar sua divindade, sua inocência e se defender apesar dos tantos milagres e tantos gestos de bondade.
Por fim, uma cruxificação e morte – seu sepultamento – tudo isto trazia agora incertezas, pavor, decepção, frustração. Se por um lado as autoridades e multidão não teve compaixão e usou da mais brutal violência contra ele, eles simplesmente se dispersaram e nada fizeram por ele.
Agora quando tudo parecia ter se transformado em fracasso e um impasse sem saída e ele definitivamente morto, enterrado e sepultado – Ele apareceu – está vivo – Sua saudação de Paz, de amizade, de companheirismo, de confiança, de perdão.
Ele diz: “A paz esteja convosco – como o Pai me enviou assim também eu vos envio”.
Ele poderia ter dito: vocês foram traiçoeiros, covardes, infiéis, indecorosos, incrédulos.
Nada disto – Ele volta como amigo, como irmão, como Mestre.
Este é o sentido da Páscoa.