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Homilias

Caderno 1 Homilia 13 João Batista

PUBLICADO EM 02/08/2025 E 14/12/25

Caderno 1

Homilia 13

João Batista

3º Domingo do Advento

Frei Rui Guido Depiné o.f.m.

Este evangelho começa de uma forma um tanto dramática.

João, depois de abandonar tudo para se tornar o grande mensageiro – é aquele que traz a boa nova. Precursor do Messias.

Ele é preso por ordem do Rei Herodes.

João se prepara no deserto e atraía multidões de todas as camadas da sociedade. Pregava a todos indistintamente.

“Convertei-vos e fazei penitência. Endireitai os caminhos do Senhor.”

E batizava com a água do Rio Jordão.

O batismo era uma expressão de fé religiosa de todos aqueles que esperavam pelo Messias e acreditavam na sua vinda. Era a preparação para a chegada.

Era também a identidade daqueles que fariam parte da comitiva que estava se formando para receber o Messias e ir ao seu encontro.

Depois de João se transformar no maior profeta de todos os tempos, ele é posto na prisão por ordem do Rei Herodes. Os poderosos deste mundo normalmente se fazem deuses, como se fossem - reinam, imperam, são donos da vida e da morte, sem esquecer que um dia o poder escapa das mãos e se tornam um punhado de cinzas qualquer, quando não um punhado de lixo e vergonha da história.

Mesmo preso, João continua missão profética.

Não deve ter sido fácil ele que estava habitando a um espaço sem fim – caminhar pelo deserto – vales e montanhas – de repente perder sua liberdade, não receber nem a luz do sol e sem saber o que lhe aconteceria.

De um Rei sanguinário como Herodes, pode-se esperar tudo.

Preso, João continua sua missão. Manda discípulos seus perguntar ao Cristo que começava sua vida pública.

“És tu aquele que há de vir ou devemos esperar por outro? ”

Jesus responde:

“Ide, dizei a João:

As pessoas que perderam a visão – enxergam.

Pessoas deficientes – andam.

Doentes de todas as enfermidades são curados.

Surdos ouvem.

Mortos ressuscitam.

Das falas é anunciada a Boa Nova do Reino de Deus.

Feliz aquele que não se escandaliza por causa de mim.”

Jesus se identifica diante do discípulo não dizendo: “Eu sou o Messias. Eu sou o Cristo. Eu sou o enviado de Deus.” Mas se identifica através dos sinais das suas pregações... a libertação dos males. Ele não só prega mas encarna o que diz.