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Memórias

A saudade do Frei Rui

HISTÓRIAS DO FREI RUI

A saudade do Frei Rui

O Frei Rui saiu de casa muito cedo, rumo ao Seminário. Ainda criança foi preparar-se para ser um Sacerdote, um Frade Franciscano, com todos os desafios que isso significa. E não são poucos.

Nunca mais voltou a morar com a família. Ia somente nas férias: alguns dias em julho, alguns dias em dezembro, quando ia. Não raro sacrificou suas férias para atender os pobres, os desvalidos, os esquecidos.

Não dá para imaginar o que essa distância da família fazia no coração do menino Rui, no jovem Frade, no adulto, no Padre de meia idade. Uma vida dedicada aos outros. Uma vida de saudade.

Quando o Frei Rui faleceu, suas irmãs foram até sua casa e, com surpresa, encontraram cartas que ele trocara com a família por toda vida. Cartas antigas da mãe, do pai, dos irmãos. Cartas de mais de 50 anos guardadas cuidadosamente, entre seus poucos pertences.

Quanta saudade e quantas lágrimas de emoção o Frei Rui deve ter sentido com estas cartas.

Com que carinho e cuidado as guardou, tendo ele passado por tantos lugares, Seminários, Paróquias, várias cidades; numa peregrinação que terminou no São Roque.

Nosso querido Frei Rui, sempre rindo, sempre de bom humor, guardava essa saudade dentro do seu coração, assim como guardou as cartas dentro de sua gaveta.

Cartas do pai do Frei Rui, Sr. José Depiné, de 1969 e da mãe, Dona Lidia Depiné

Cartas guardadas na gaveta. Saudades guardadas no coração.

Muitas cartas. Muitas saudades.

Dona Lídia e Sr. José Depiné: pais do Frei Rui

O Frei Rui, com saudades, parte para cumprir sua Missão