Escritos do Frei Rui
A morte da inocente
A morte da inocente
Frei Rui Guido Depiné o.f.m.
Curva-se a mãe sobre o caixão mortuário.
Ali jaz inerte a filhinha inocente.
Sua fronte altiva caída de repente.
A imagem dolorosa parece do santuário.
Bate o sino do alto do campanário.
Som metálico, compassado, plangente.
Leva para todo mundo, para toda gente,
O último adeus deste anjo solitário.
Por que tão cedo tira-lhe a vida, a morte?
Por que separa o destino mãe e filha?
O rosto sorri mas a alma chora.