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Depoimento

Signe Jacqueline Pereira Gomes

Signe Jacqueline Pereira Gomes é mais conhecida como Jacqueline. Morou na Espanha por muitos anos e atualmente é professora de Espanhol. Quando voltou a morar no Brasil, sentiu vontade de fazer um trabalho voluntário. Então começou a atuar no Centro Social Franciscano, na Paróquia Bom Jesus dos Perdões. De forma gentil e delicada, como é mesmo a sua personalidade, neste texto ela nos fala um pouco sobre o Frei Rui. Segue abaixo seu bonito depoimento.

Frei Rui: respeito o carinho.

“Eu sempre ouvia falar do Frei Rui com muito respeito, mas eu nunca o tinha visto. A primeira vez que vi o Frei Rui foi num evento da FAE, em 2006. Era o Congresso Internacional de São Francisco e Fontes Franciscanas. Estávamos recebendo muitas pessoas e de repente, quando eu estava lá na sala, entrou um senhor de cabelos brancos, alto, magro que causou uma comoção. Era o Frei Rui. Sua história de vida franciscana o precedia, e era mesmo comovente.

Foi a pessoa mais sábia e mais humilde que eu já tive a oportunidade de conhecer.

Depois de conhece-lo, só foi aumentando o meu respeito por ele e a capacidade que ele tinha de, somente com a sua presença, nos trazer uma sensação de acolhimento e paz, que atingia a nossa alma.

O tempo que estive com o Frei Rui causou tanto impacto em mim que, a cada Missa que eu participava com ele na Capela São Roque, era como se a vida inteira eu estivesse esperando por isso.

Frei Rui foi aquele Frei que você conversava e se sentia respeitada, ouvida, mas repreendida também se necessário.

As vezes ele não precisava falar nada. Bastava um olhar e já era uma catequese. Outras vezes ele estava simplesmente conversando e uma palavra, uma frase dele, tocava o meu coração.

Uma das melhores pessoas que eu tive a oportunidade de conhecer.

Ele gostava muito de música e a alegria dele era tão genuína quando ele estava cantando, que me parecia uma criança que tinha ganho o melhor presente do mundo.

Eu, sim, vi ele receber presentes e depois já passar o presente para outra pessoa, quase que imediatamente. Todo mundo que precisava de alguma coisa, nunca saía de mãos vazias.

O Frei Rui fazia tanto por todos e eu ouvi tantas boas coisas que ele fez por muitas pessoas, sem esperar nada de ninguém. Eu nunca havia conhecido uma pessoa como ele. Não esperava nada, absolutamente nada em troca do bem que ele fazia. Não esperava nada de ninguém, mas ele dava tudo.

Ficou muito respeito, muita admiração, muito carinho, por uma pessoa única, generosa, uma pessoa de um coração magnífico.

As partes da minha vida que eu lembro que foram excelentes era quando eu ia assistir uma Missa no São Roque. Eu sentia que Jesus estava ali. Era tão grande, era tão brilhante, era tão bonito. Eu sempre fiquei emocionada por estar naquela Capela.

O que eu vivi com ele, nas vezes que pude estar com ele, com aquela companhia sorridente e simpática, foram inesquecíveis. Lembro do carinho que as Irmãs tinham por ele, do imenso carinho que todas as pessoas tinham por ele, mais que carinho, respeito. Porque ele era tão gentil, tão amável, e ao mesmo tempo tão correto, vivendo de forma radical a sua vocação e a retidão que ela exige. Tenho até certa dificuldade de expressar com palavras a experiência de ter convivido com ele e só sei dizer que o Frei Rui faz muita falta. Ele foi e sempre será uma das melhores pessoas que eu tive o prazer de conhecer nesta vida.”

Signe Jacqueline Pereira Gomes: Paz e Bem!

Frei Rui: carinho e respeito

Fazia tanto por todos, sem nunca esperar nada em troca!

“Jesus está aqui...tão certo como o ar que eu respiro...”