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Depoimento

Prof. Juarez Antunes e Eng. José Landi de Mello

Guerreiros são meninos.

12/12/2020. Seis meses que Deus chamou para si o nosso querido Frei Rui.

Mas...quem era o Frei Rui?

O Frade humilde, vigoroso, fiel seguidor de Cristo e de São Francisco, que ajudava a todos, de todas as formas possíveis?

Sim!

Era um guerreiro.

Mas como diz a música “...guerreiros são meninos...”

E o Frei Rui sempre preservou o menino que tinha dentro de si.

Era alegre, gostava de futebol, fazia muitos amigos, dava risada, contava piadas e...

jogava Ping Pong!

Praticamente todas as semanas, em dias previamente combinados, por mais de 15 anos, se reunia com um grupo de amigos: Prof. Juarez Antunes, fundador do Curso Dom Bosco, eng. José Landi de Mello, amigo de mais de 50 anos do professor, sr. João Maria e outros frequentadores eventuais, para a disputa de animadas partidas de Ping Pong.

E como bons meninos, competiam a sério, é claro! Tudo devidamente registrado no Livro.

Ele era craque neste jogo.

Ao longo do tempo, as raquetes iam se modernizando e o grupo de meninos iam trocando as suas velhas por outras mais modernas. Todos, menos o menino Rui.

Ele usava duas raquetes antigas, feitas de madeira, e fazia questão de só jogar com elas. Paixão sem limites! Raquetes do tempo do Seminário...

O menino Rui se foi, mas suas raquetes ficaram e hoje repousam, em posição de destaque, ao lado da placa de identificação do salão de jogos do apartamento do professor Juarez, rebatizado, em sua homenagem, de “Arena Frei Rui”.

A gente não quer desprestigiar ninguém, mas para nós, o Frei Rui era e sempre será o melhor jogador de ping pong desse grupo!

Com seu espírito brincalhão, ele se permitia fazer brincadeiras durante as partidas. Uma que ficou famosa e até hoje é relembrada e utilizada por outros competidores, era aquela em que, tendo a partida praticamente ganha, pela grande diferença de pontos acumulados, afirmava, com aquele sorriso maroto: “Se eu perder essa, vou a pé, de volta para Piraquara”.

Como ele mesmo escreveu para esses amigos, há 16 anos, no Natal de 2004, “.....ganhar ou perder não era o mais importante.”

O que importava mesmo era estarem juntos e revigorar sempre uma sólida amizade.

Por que guerreiros são meninos...

(Obrigada Frei Rui, pela alegria que você sempre nos proporcionou. Obrigada Professor Juarez, Mello, João Maria e tantos outros que fizeram parte da vida do Frei Rui e nos permitiram, tão generosamente, publicar esta estória e suas comprovações. Gratidão).