Depoimento
José Carlos (Rio de Janeiro)
Vamos rezar!
Depoimento de José Carlos Barbosa Lopes - Rio de Janeiro
O Frei Rui atuou no Rio de Janeiro nos anos 70. Tanto na sua formação no Convento dos Franciscanos de Petrópolis, como na Baixada Fluminense. Ele atuou em várias frentes, principalmente atendendo os mais necessitados, que habitavam comunidades precárias (favelas), e na pastoral de movimentos de grupo de jovens na Igreja de São João Batista, em Duque de Caxias. Nesta época, o Frei Rui encontra uma família com quem manteve um forte laço de amizade por toda vida: a família de Julio, Armanda, José Carlos e Luiz Gustavo Lopes. E, entre eles, encontrou mais um irmão: o José Carlos, e posteriormente a Adelaide Lopes, mais tarde esposa de José Carlos.
Neste depoimento, José Carlos nos conta dois episódios de sua vida com o Frei Rui que ele reputa como verdadeiros milagres.
“Em 1985, meu filho Marcio, um dia teve uma “crise de ausência” : não reconhecia ninguém, não se lembrava quem era, desligou-se da realidade, não tinha sensibilidade e foi internado. Era uma manifestação de doença muito estranha que os médicos não sabiam diagnosticar. Telefonei para meu irmão, meu amigo Frei Rui. Ele ouviu atenciosamente, consolou a mim e minha esposa e disse: “- Vamos rezar.”
No dia seguinte, meu filho acordou, sentou na cama do Hospital, perguntando o que estava fazendo ali e querendo ir para casa e brincar com seus amigos, voltar à escola e a sua vida normal. Ninguém soube explicar essa melhoria rápida e sem nenhuma sequela. Estava bem. Estava ótimo. Saúde perfeita até hoje.”
“No ano de 1992, meu pai estava viajando por Portugal quando sofreu um acidente violento de carro, ficando politraumatizado. Após a sua recuperação o trouxemos de volta ao Brasil, e depois de seu retorno ele teve uma trombose e posteriormente, um AVC. Foi operado, tratado por especialistas, teve alta e após alguns meses, surgiram convulsões. Retornou ao Hospital, ficou na UTI e sem que os médicos pudessem entender e explicar, meu pai desenvolveu uma alergia estranha, com a pele se soltando “tipo uma uma escama”, pelo corpo todo em carne viva. Ele se coçava muito e como sofria. Junto com ele, sofríamos todos. Então liguei para meu irmão de coração, meu grande amigo, e diretor espiritual, Frei Rui Depiné, que já estava atuando em Piraquara e muito amigo da família. Ele me ouviu com atenção e me disse: “- Vamos rezar.”
No dia seguinte, sem que os médicos pudessem explicar, a alergia cedeu e meu pai em poucos dias estava em casa.
Alguns verdadeiros milagres.
Mas eu, minha esposa e minha família sabíamos o que estava acontecendo.
Os médicos não puderam explicar mas nós soubemos entender os desígnios de Deus.
A oração profunda e sincera de um Sacerdote, de um Frade Franciscano, de alma pura e bondosa, de ação vigorosa no combate ao mal e ajuda dos mais necessitados: Frei Rui Depiné!
Com certeza a essa oração Deus atendeu, e o milagre se fez.
Vamos rezar...”
Muito obrigado, Frei Rui!
O Santo da Humildade
Fotos:
Casamento em 13.05.75 de José Carlos Barbosa Lopes e Adelaide Lopes na Paróquia de Santo Antônio, em Duque de Caxias.
Foto do casamento. À direita estão os pais e o irmão de José Carlos.
Festa de 15 anos da filha de Adelaide e José Carlos: Carla Patricia
Adelaide visitando Frei Rui em Bragança Paulista, em 2019